A madrugada desta segunda-feira (4) foi marcada por extrema violência na cidade de Cáceres. Max Rafael Gonçalves da Silva, de 37 anos, foi brutalmente assassinado a tiros dentro de uma residência localizada na Rua da Geografia, no bairro Lobo (Residencial Universitário). De acordo com a polícia, o crime tem fortes indícios de ter sido orquestrado por uma facção criminosa.
A Emboscada e o Interrogatório
Segundo o boletim de ocorrência, uma mulher de 34 anos, que prestou depoimento às autoridades, relatou ter sido abordada na praça do bairro por dois indivíduos armados. Sob severas ameaças, ela afirmou ter sido obrigada a servir de “isca” para atrair Max Rafael até a sua residência.
Já no interior do imóvel, a vítima passou por um verdadeiro “tribunal do crime”. Os criminosos o interrogaram, exigindo informações sobre membros de uma facção rival. Enquanto Max negava ter qualquer conhecimento sobre o assunto, os suspeitos mantinham contato telefônico constante com outros integrantes da organização criminosa.
A Execução e as Evidências
Momentos após o interrogatório, cerca de quatro outros indivíduos chegaram ao local a bordo de um veículo Chevrolet Spin branco, com placas de Goiânia (GO). Um dos suspeitos efetuou dois disparos de arma de fogo contra Max Rafael. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima já se encontrava sem vida.
A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil. Durante as buscas no local, foi apreendido um celular Motorola azul, que continha um CPF registrado em nome de um menor de 15 anos. Na tela de bloqueio do aparelho, havia mensagens incriminatórias ordenando: “Abre o portão; tá aí na rua”.
Investigação em Curso
A mulher de 34 anos que atraiu a vítima foi qualificada como suspeita, a fim de prestar esclarecimentos e ter sua real participação nos fatos investigada. A Polícia Militar realizou rondas e cercos por toda a cidade, mas os ocupantes do veículo Spin branco ainda não foram localizados. O caso segue sob a investigação da Delegacia Especializada de Homicídios de Cáceres.







