Uma adolescente de 16 anos foi apreendida pela Polícia Militar na noite deste sábado (4), por volta das 23h30, em Pontes e Lacerda, sob a acusação de maus-tratos e agressão física contra o próprio filho, um bebê de apenas 5 meses de vida. A denúncia foi feita pela avó da jovem, que precisou entrar em confronto físico com a neta para proteger a criança.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela 12ª Companhia Independente da PM, acionada via Copom (190), a adolescente chegou em casa no final da noite trazendo o bebê. A avó relatou aos policiais que o menino havia recebido múltiplas doses de vacina ao longo do dia e, por conta das reações e da dor, estava chorando de forma contínua.
Agressão e intervenção da avó
Segundo o registro, irritada com o choro persistente do filho, a adolescente desferiu um forte tapa contra a cabeça do bebê. Ao presenciar a cena, a avó interveio imediatamente, empurrando a jovem, e as duas entraram em vias de fato dentro da residência.
A comunicante revelou ainda que, antes de retornar para casa, a adolescente teria passado horas em uma mercearia consumindo bebidas alcoólicas na companhia da criança de colo.
Marcas da agressão
Os policiais militares constataram que a testa e a região frontal da cabeça do bebê apresentavam marcas vermelhas e hematomas compatíveis com o relato da agressão.
Devido ao horário avançado e às baixas temperaturas da madrugada, a equipe optou por resguardar a saúde do bebê, deixando-o sob a guarda e os cuidados provisórios de uma tia da família, que se responsabilizou pelo bem-estar do menor até a manifestação formal do Conselho Tutelar.
Encaminhamentos
A adolescente e a avó foram conduzidas inicialmente à sede do Batalhão para a confecção do boletim de ocorrência e, em seguida, encaminhadas à Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Pontes e Lacerda.
A menor responderá por ato infracional análogo aos crimes de maus-tratos e resistência. O caso será acompanhado pelo Ministério Público, que deve avaliar medidas relacionadas à guarda da criança.
Nota: Os fatos relatados constam em boletim de ocorrência policial. As identidades da adolescente e do bebê são preservadas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Casos de violência contra crianças podem ser denunciados pelo Disque 100 ou pelo Conselho Tutelar.



