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Aluno se recusa a entregar celular em escola e caso termina na delegacia em Mirassol d’Oeste

Gestor militar relata ameaças e ofensas após acionamento da Polícia Militar; mãe do estudante também foi conduzida à Polícia Civil

Uma ocorrência envolvendo o uso de aparelho celular dentro de uma escola cívico-militar terminou com o encaminhamento de um estudante de 18 anos e de uma mulher de 37 anos à Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Mirassol d’Oeste.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo gestor militar da unidade de ensino após informações de que um aluno estaria utilizando um aparelho celular e se recusando a entregá-lo, em desacordo com as regras que regulamentam o uso de celulares no ambiente escolar.

Aluno teria se recusado a entregar aparelho

Ainda conforme o registro policial, durante a situação o aluno teria afirmado que “não havia homem que tomasse o celular dele”, declaração que teria sido presenciada por uma testemunha.

A equipe policial foi até a escola e encontrou o estudante de posse do aparelho, que estava em sua mão. Ele foi identificado e abordado pelos policiais, enquanto sua mãe foi informada sobre o ocorrido.

No local, uma pessoa identificada no boletim como vítima relatou aos policiais que o estudante teria feito ameaças, afirmando que acionaria integrantes da facção criminosa Comando Vermelho para que tomassem providências contra ela.

Questionado pelos policiais, o estudante negou ter se recusado a entregar o aparelho.

Mãe teria retornado à escola

Após a saída da equipe policial da unidade de ensino, segundo o relato do gestor militar, a mulher teria retornado à escola e, bastante exaltada, proferido diversas ofensas contra ele.

O gestor afirmou que as ofensas teriam ocorrido em razão da função que exerce na escola e pelo fato de ter acionado a Polícia Militar.

Segundo o boletim, a situação foi registrada em vídeo, que seria apresentado e anexado à ocorrência para análise das autoridades.

A mulher confirmou aos policiais que esteve na escola, que se exaltou e que proferiu ofensas contra o gestor militar.

Mãe afirma que filho estaria sendo perseguido

Durante o registro da ocorrência, a mulher declarou que, em sua percepção, o gestor militar estaria perseguindo seu filho.

Ela informou ainda que o estudante possui laudo médico que, segundo ela, atesta deficiência intelectual. O boletim registra essa informação como declaração da própria envolvida.

Caso foi encaminhado à Polícia Civil

Conforme o registro, foi oferecida às partes a possibilidade de lavratura de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), porém os envolvidos se recusaram a assinar o termo de compromisso de comparecimento ao Núcleo de Justiça Digital dos Juizados Especiais.

Diante disso, foi confeccionado o boletim de ocorrência e as partes foram encaminhadas, sem lesões corporais, à Delegacia de Polícia Civil de Mirassol d’Oeste.

O aparelho celular Motorola, de cor azul, pertencente ao estudante, também foi encaminhado à delegacia.

O vídeo apresentado pelo gestor militar foi enviado, por meio do telefone funcional da Delegacia de Polícia, para conhecimento e eventual análise da autoridade policial.

Envolvidos

O boletim registra como suspeito um homem de 18 anos, sem passagens criminais informadas.

Também consta como suspeita uma mulher de 37 anos, que possui registros anteriores pelos crimes de ameaça, desobediência, desacato, dano, lesão corporal, violação de domicílio, perturbação do sossego e furto.

O caso será analisado pela autoridade policial, que deverá adotar as providências legais cabíveis.

Nota: As informações desta matéria foram baseadas no boletim de ocorrência da Polícia Militar. As alegações e acusações relatadas ainda serão analisadas pelas autoridades competentes, sendo assegurados aos envolvidos o contraditório e a ampla defesa.

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