Um casal, de 21 e 25 anos, denunciou ter sido mantido em cárcere privado e ameaçado de morte na noite de sábado (19), em Cáceres. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar durante a Operação Território Livre e terminou com a detenção de dois suspeitos, de 28 e 30 anos.
Segundo a PM, as equipes foram acionadas após informações de que três homens suspeitos estariam fugindo e procurando um local para se esconder nas proximidades de uma distribuidora de gás e água, na região do bairro Nova Era. Durante as diligências, os policiais também receberam a informação de que um casal afirmava ter sido feito refém por integrantes de uma facção criminosa.
As vítimas relataram que foram até uma residência após contato com uma pessoa que, segundo elas, teria se oferecido para intermediar uma situação envolvendo suspeitas de ligação do homem de 21 anos com uma facção rival. Ao chegarem ao endereço indicado, teriam sido obrigadas a entrar no imóvel por homens armados.
Conforme o registro policial, o casal foi separado em cômodos diferentes. O homem de 21 anos teria sido amarrado pelas mãos e pelos pés e passou a ser ameaçado. Segundo o relato feito à PM, os suspeitos exigiam que ele confessasse pertencer a uma facção rival e chegaram a ameaçar cortar seus dedos e matá-lo.
Ainda de acordo com a ocorrência, os suspeitos também teriam obrigado a vítima a desbloquear o celular e instalado um aplicativo para recuperar mensagens antigas. A partir dessas conversas, teriam passado a fazer acusações relacionadas a motocicletas roubadas, armas e supostas ligações com grupos criminosos.
A vítima afirmou à polícia que acredita ter escapado porque uma viatura passou pela rua por volta das 18h50. Segundo o relato, os suspeitos imaginaram que poderiam estar cercados e deixaram o local.
Com as informações repassadas, equipes da PM iniciaram buscas e localizaram os suspeitos na região do bairro Vitória Régia. Um deles foi abordado pela Força Tática, enquanto outro foi detido pela equipe do Raio. Um terceiro homem conseguiu fugir.
As vítimas reconheceram os dois detidos como participantes da ação, conforme registrado pela Polícia Militar. Um dos suspeitos também teria apresentado informações contraditórias sobre a própria identidade, motivo pelo qual foi indicada a necessidade de identificação criminal.
Os dois homens foram encaminhados à delegacia para as providências cabíveis. A ocorrência foi registrada como tortura mediante sequestro, e o caso deverá ser investigado pela Polícia Civil, que irá apurar a dinâmica dos fatos, a participação de cada envolvido e a localização do terceiro suspeito.



