O ano de 2025 tem sido marcado por contrastes na economia brasileira: enquanto o varejo movimenta mais de R$ 532 bilhões e o comércio eletrônico segue em expansão, o poder de compra real dos consumidores permanece estagnado diante da inflação e dos juros elevados.
De acordo com dados do Banco Central e análises de mercado, o consumo no país vem se transformando — com brasileiros buscando alternativas mais econômicas, reduzindo a compra de alguns produtos e valorizando a experiência de compra, especialmente no ambiente digital.
Poder de compra e hábitos de consumo
Apesar do reajuste do salário mínimo, o poder de compra real dos brasileiros praticamente não avançou em 2025. O impacto da inflação sobre alimentos e itens de consumo diário tem levado as famílias a buscarem marcas mais baratas e a reduzirem a quantidade de produtos comprados, como o café, um dos símbolos da mesa do brasileiro.
Mesmo com a cautela, o varejo se mantém aquecido graças à diversificação de ofertas e à valorização da experiência do consumidor. Setores como vestuário e eletroeletrônicos se destacam, principalmente nas compras online, onde praticidade e promoções continuam atraindo clientes.
E-commerce em expansão
O comércio eletrônico segue em ritmo de crescimento, impulsionado pela presença das marcas nas redes sociais e por estratégias de marketing digital. A oferta de frete grátis e cupons de desconto figura entre os principais atrativos. A tendência é que o e-commerce alcance novos recordes de faturamento até o final do ano, consolidando-se como um dos pilares do consumo moderno no país.
Varejo e economia em movimento
O varejo brasileiro deve movimentar R$ 532,1 bilhões em 2025, confirmando sua importância como um dos motores da economia. O setor também figura como o segundo maior gerador de empregos formais do país, ficando atrás apenas dos serviços.
O mercado automotivo apresenta sinais de recuperação, com aumento nos emplacamentos de veículos novos no primeiro semestre do ano em relação a 2024. Já os gastos de brasileiros no exterior atingiram o maior patamar em 11 anos, impulsionados pela queda do dólar e pela retomada das viagens internacionais.
Mesmo com os desafios, o cenário mostra um consumidor mais atento, conectado e seletivo, que busca equilibrar economia e qualidade — e um varejo que se reinventa para acompanhar essas transformações.



