A rodoviária de Pontes e Lacerda (MT) voltou ao centro do debate público após o vereador Guelo denunciar, por meio de vídeo, o estado de abandono do terminal. Segundo ele, o local sofre com estrutura deteriorada, falta de manutenção, presença de pombos e cães, além de pessoas em situação de rua vivendo dentro da rodoviária. A denúncia gerou reação por parte do prefeito Jakson Bassi, que desafiou o vereador a destinar parte de sua emenda impositiva para a revitalização do espaço.
Denúncia pública
Durante a gravação, Guelo expôs vários problemas: “Aqui está infestado de pombos, é cachorro, pessoas morando dentro da rodoviária… O poder público tem deixado a desejar. Aqui tinha sombra, árvores, retiraram tudo e agora está totalmente destruído. Um bebedouro está há mais de 30 dias quebrado. É uma vergonha.”
O vereador também cobrou ações do Ministério Público, pedindo rigor na apuração do caso. Ele ainda criticou a gestão passada e chamou a atenção para a falta de estrutura urbana: “Nosso município está ficando para trás. Se diz que é polo, mas não tem estrutura.”
Resposta do prefeito
Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito Jakson Bassi reconheceu os problemas, mas rebateu a crítica com um desafio direto ao parlamentar.
“Concordo que temos que resolver, mas como? Os vereadores têm agora as emendas impositivas. É um valor de quase meio milhão, dos quais 50% podem ser usados em qualquer área. Então, desafio o vereador Guelo a destinar esse recurso para começarmos a revitalizar a rodoviária”, afirmou Jakson.
Segundo o prefeito, a crítica faz parte do processo democrático, mas é preciso também apresentar soluções práticas: “É fácil cobrar só do prefeito. Agora é hora dos vereadores participarem com propostas concretas.”
Quem realmente deve tomar uma solução definitiva?
A discussão coloca em pauta a responsabilidade sobre espaços públicos essenciais. Embora a execução de obras e manutenção seja, por lei, responsabilidade do Poder Executivo (prefeito), os vereadores podem contribuir com emendas impositivas e cobranças formais por meio de requerimentos, indicações e fiscalização.
Ou seja, ambos têm papéis importantes – o prefeito com a ação direta e os vereadores com o direcionamento de recursos e cobrança legal.
Agora, a população aguarda: quem vai dar o primeiro passo prático para mudar a realidade da rodoviária de Pontes e Lacerda?
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