A denúncia de suposta fraude em licitação envolvendo a Prefeitura de Pontes e Lacerda avançou para uma nova e decisiva etapa. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso acatou a denúncia e determinou a conversão da notícia de fato em inquérito civil, com o objetivo de apurar possíveis irregularidades na contratação da empresa VIP Eventos Ltda. pelo município.
De acordo com o documento oficial do MP, a investigação busca esclarecer a existência de eventual fraude à licitação, conluio entre particulares e possível responsabilidade de agentes públicos envolvidos tanto na fase interna do processo quanto na execução contratual. O procedimento também apura a possibilidade de ato de improbidade administrativa.
A decisão do Ministério Público ocorre após a Câmara Municipal rejeitar, na noite de segunda-feira (2), o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que tratava do mesmo caso. Seis vereadores votaram contra a investigação no Legislativo, impedindo a instalação da comissão.
Ainda na mesma segunda-feira (2), a Prefeitura de Pontes e Lacerda publicou a Portaria nº 041/2026, exonerando Regiane da Cruz Pereira, então chefe do Setor de Licitação e Compras, cargo diretamente ligado ao processo questionado. A exoneração foi assinada pelo prefeito Jakson Francisco Bassi, o que aumentou questionamentos e repercussão entre a população.
CPI barrada, investigação segue
Mesmo com a rejeição da CPI na Câmara, a apuração agora segue de forma independente no Ministério Público, que poderá adotar medidas na esfera cível e administrativa, caso sejam constatadas irregularidades.
Até o momento, o prefeito, a vice-prefeita e os demais citados na denúncia não se manifestaram oficialmente sobre a investigação nem sobre a exoneração da chefe do setor de licitação.
O espaço permanece aberto para manifestações.



