Uma resolução publicada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (FAMATO) nesta segunda-feira (12) estabeleceu a nomeação de uma Junta Governativa Provisória para administrar o Sindicato Rural de Pontes e Lacerda, após o fim do mandato da última diretoria, que venceu em 31 de dezembro de 2025.
A nova junta, composta por três membros de Cuiabá — Talita Patrícia Moraes de Oliveira (presidente), João Victor Toshio Ono Cardoso (secretário) e Balthazar Borges Barbosa (tesoureiro) — terá 120 dias para conduzir o processo eleitoral e empossar uma nova diretoria e conselho fiscal. Até lá, caberá a esse grupo a gestão administrativa e financeira da entidade, com plenos poderes para manter o funcionamento do sindicato.
Questionamentos no setor rural
A decisão da FAMATO, embora garanta a continuidade institucional, levanta uma série de dúvidas e preocupações entre produtores, associados e lideranças do agronegócio na região oeste de Mato Grosso.
Por que ainda não houve eleição? Quem deveria ter convocado o processo eleitoral? O que está acontecendo nos bastidores do Sindicato Rural de Pontes e Lacerda?
As perguntas começam a ecoar não apenas entre associados, mas também entre os organizadores e participantes de dois dos maiores eventos agropecuários da região: a Expoeste e a Oeste Rural Show.
Futuro dos eventos em xeque?
Com o sindicato sob administração provisória e nenhuma informação oficial sobre o cronograma eleitoral até o momento, o setor agropecuário local teme prejuízos na organização dos eventos de 2026 — considerados vitais para movimentar a economia regional e fortalecer o agronegócio.
A Expoeste, tradicional feira de agronegócio, entretenimento e negócios, e o Oeste Rural Show, voltado à inovação tecnológica no campo, dependem diretamente do apoio, articulação e infraestrutura logística do Sindicato Rural. Com a indefinição atual, a viabilidade e o calendário desses eventos podem ser impactados.
Produtores e associados aguardam transparência
Nos bastidores, produtores rurais e pecuaristas demonstram preocupação com a falta de transparência sobre a transição e esperam que a Junta Governativa esclareça os próximos passos.
Enquanto isso, cabe à própria categoria acompanhar de perto a condução do processo eleitoral nos próximos meses e exigir que a nova diretoria, a ser eleita até maio, tenha legitimidade, participação e compromisso com o fortalecimento do setor.
O que diz a FAMATO?
A Resolução nº 001/2026 da FAMATO afirma que a nomeação da junta foi necessária diante da ausência de processo eleitoral mesmo após o fim do mandato da gestão anterior. O documento entrou em vigor no dia 12 de janeiro de 2026 e é assinado pelo presidente da federação, Vilmondes Sebastião Tomain, e pelos diretores Robson Marques e Ronaldo Vinha .
A FAMATO delegou à nova gestão poderes legais para administrar o sindicato, inclusive com movimentação de contas bancárias, até a posse da nova diretoria.



