A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Ponto Cego, com o objetivo de cumprir mandados judiciais contra investigados por envolvimento no homicídio de José Carlos Toninato, ocorrido no início de julho deste ano, em Mirassol d’Oeste.
Ao todo, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão temporária, sete mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares, expedidos pela 3ª Vara Criminal de Mirassol d’Oeste.
As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Mirassol d’Oeste e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Crime ocorreu em julho
O homicídio foi registrado no dia 1º de julho de 2026, em uma residência localizada entre os bairros Pôr do Sol e Morumbi, em Mirassol d’Oeste.
Segundo as investigações, quatro homens chegaram ao imóvel em um veículo. Três deles desceram, arrombaram o portão e invadiram a residência.
Dois suspeitos efetuaram diversos disparos contra a vítima, utilizando uma espingarda calibre 12 e uma pistola calibre 9 milímetros. O quarto integrante permaneceu no veículo para dar apoio à fuga do grupo.
De acordo com a Polícia Civil, toda a ação criminosa durou cerca de um minuto.
Investigação aponta crime planejado
As investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Mirassol d’Oeste apontam que o homicídio foi premeditado e executado mediante uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os envolvidos.
Ainda conforme a Polícia Civil, os investigados utilizaram um veículo de apoio e um imóvel que serviu como base logística para a execução do crime.
Imagens de câmeras de segurança permitiram aos investigadores reconstruir parte do trajeto percorrido pelos suspeitos antes e após o assassinato.
Tentativa de destruir provas
Durante a apuração, a Polícia Civil identificou indícios de que integrantes da organização criminosa teriam tentado dificultar as investigações.
Segundo os investigadores, pessoas ligadas ao grupo providenciaram o imóvel utilizado pelos executores e, após o crime, retiraram ou inutilizaram o cartão de memória das câmeras de segurança instaladas no local, na tentativa de eliminar provas.
Facção criminosa é investigada
A investigação também apura a possível participação de integrantes de uma facção criminosa, que teriam atuado no levantamento do endereço da vítima, na condução do veículo utilizado na ação, no apoio aos executores e na ocultação dos envolvidos após o homicídio.
Os materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados serão analisados pela Polícia Civil para auxiliar na identificação de todos os participantes, incluindo possíveis colaboradores e mandantes do crime.
As investigações seguem em andamento.
Origem do nome da operação
Segundo a Polícia Civil, o nome “Ponto Cego” faz referência à tentativa dos investigados de impedir o registro e a recuperação das imagens das câmeras de segurança do imóvel utilizado como apoio logístico.
A estratégia, conforme a investigação, tinha o objetivo de dificultar a identificação dos envolvidos e a reconstituição da dinâmica do homicídio.



