O Santos anunciou na manhã deste sábado (3) a contratação de Gabigol por empréstimo de uma temporada. O atacante de 29 anos retorna ao clube que o revelou, após passagem discreta pelo Cruzeiro.
A negociação com a Raposa vinha sendo discutida desde o fim de 2025. A vontade do próprio jogador de voltar ao Peixe foi decisiva para a conclusão do acordo. A negociação se arrastou porque os clubes precisaram alinhar detalhes financeiros, especialmente em relação ao salário, que ultrapassa R$ 2,5 milhões mensais.
Com poucas chances sob o comando de Tite no Cruzeiro, Gabigol ficou em segundo plano no elenco e acabou liberado. O Santos impôs como condição dividir os vencimentos, já que busca equilibrar as finanças em 2026. O clube paulista também estuda a venda de outros atletas, como o meia Guilherme, que pode seguir para o futebol dos Estados Unidos.
O retorno de Gabigol acontece poucos dias após a renovação de contrato de Neymar com o Peixe, até o fim deste ano. Os dois jogaram juntos apenas uma vez com a camisa alvinegra, na estreia do Brasileirão de 2013, no empate sem gols contra o Flamengo no estádio Mané Garrincha, em Brasília — partida que marcou a despedida de Neymar e a estreia de Gabigol no profissional.
Formado na base santista, Gabigol já soma 210 partidas, com 84 gols e 13 assistências pelo clube. Foi artilheiro do Brasileirão em 2018 e da Copa do Brasil em três edições, além de bicampeão paulista em 2015 e 2016.
Após deixar o Santos, o atacante viveu grande fase no Flamengo entre 2019 e 2024, onde conquistou duas Libertadores, dois Brasileiros, duas Copas do Brasil, duas Supercopas, uma Recopa Sul-Americana e quatro títulos cariocas. Foram 305 jogos, 160 gols e 44 assistências pelo clube carioca.
Em 2025, transferiu-se ao Cruzeiro com contrato até 2028, mas não teve o mesmo destaque. Disputou 49 jogos, marcou 13 gols e deu quatro assistências. Com o técnico Leonardo Jardim, perdeu espaço para Kaio Jorge e passou a maior parte do ano no banco de reservas.
Agora, de volta ao Santos, Gabigol busca retomar o protagonismo, desta vez ao lado de Neymar, para tentar conduzir o time a uma temporada mais competitiva.



