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Menina levou choques, foi afogada e depois estrangulada até morrer em Araputanga

Corpo de Emily Karolaine Romam de Souza foi encontrado em outubro no Rio Bugres, em Araputanga; operação prendeu três suspeitos e busca outros envolvidos

A Polícia Civil investiga a morte da adolescente Emily Karolaine Romam de Souza, de 16 anos, e aponta que ela teria sido assassinada por membros de uma facção criminosa como forma de punição interna e para servir de “exemplo” a outros integrantes do grupo.

O corpo da jovem foi encontrado no dia 21 de outubro, no Rio Bugres, em Araputanga, a cerca de 345 km de Cuiabá. Na manhã de sexta-feira (16), a Polícia Civil deflagrou uma operação que resultou na prisão de três pessoas e segue com buscas por outros suspeitos.

Segundo o delegado Cleber Emanuel Neves, a adolescente teria sido atraída até uma residência e, em seguida, sequestrada e morta no dia 19 de outubro. Ainda de acordo com o delegado, a vítima teria sofrido agressões antes do homicídio, e o crime foi registrado em vídeo, conforme apuração da investigação.

“Importante ressaltar que a tortura foi praticada com choques elétricos, agressões físicas e possíveis afogamentos”, destacou. Há indícios também de que Emily foi estrangulada com um lençol. Todo o crime foi registrado em vídeo.

A Polícia Civil informou que os investigados teriam realizado chamadas de vídeo com outros integrantes da facção, o que, para os policiais, evidenciou a atuação organizada do grupo.

Motivação e ordens judiciais

Conforme a investigação, o crime teria sido determinado por lideranças locais da facção. A motivação estaria relacionada a conflitos internos, envolvendo suspeitas sobre a participação da adolescente no desaparecimento de um integrante do grupo criminoso dias antes, em um contexto ligado a desentendimentos dentro da facção.

A Polícia Civil confirmou que havia ordens judiciais de prisão e internação contra envolvidos, e que parte delas foi cumprida durante a operação.

Estrutura criminosa e continuidade das apurações

As apurações apontam ainda que a facção atuava com hierarquia definida, com funções de liderança, disciplina e execução. De acordo com o delegado, a operação busca enfraquecer a estrutura criminosa e evitar novos crimes na região.

“As investigações seguem em andamento para análise de todos os elementos, preservando a eficácia das diligências”, informou a Polícia Civil.

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