A morte do adolescente Murilo Pessoa Teixeira, de 14 anos, ocorrida na tarde do último sábado (17), em Cáceres (MT), provocou forte comoção popular e intensificou as cobranças ao Governo do Estado e às autoridades de segurança pública. O crime aconteceu dentro da própria residência da vítima, enquanto o jovem descansava no sofá da sala.
Segundo a Polícia Militar, Murilo foi morto por engano após dois adolescentes armados invadirem o imóvel. O verdadeiro alvo seria o irmão mais velho da vítima, que não estava no local no momento do ataque. Um dos suspeitos foi apreendido em flagrante por populares e posteriormente resgatado pela polícia; o segundo foi localizado e morreu em confronto com a PM no domingo (18).
Clamor por respostas
A repercussão do caso nas redes sociais foi imediata. Diversos moradores passaram a marcar diretamente o governador Mauro Mendes e o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, cobrando ações urgentes para conter a violência no município.
Entre os comentários, frases como “Cadê a tolerância zero, governador?” e “Cáceres clama por segurança!” se tornaram recorrentes. Usuários também pediram a criação de um plano de ação específico para a cidade, que enfrenta uma sequência de homicídios ligados a conflitos entre facções criminosas.
Medo e sensação de abandono
Além da mobilização online, moradores também expressaram temor com a situação atual. Em depoimento emocionado, uma mulher da comunidade relatou o sentimento de insegurança crescente:
“A gente já não tem mais vontade de sair. Vai em um restaurante, já olha pros lados com medo… Quantas mães chorando? Tantos sonhos destruídos… Crianças que sonhavam em ser juízes, professores… Agora são enterradas. E as famílias ficam com o trauma. Só Deus pra consolar”, disse.
O desabafo, compartilhado em grupos e páginas locais, representa o sentimento de impotência de muitos moradores, que se dizem reféns dentro de suas próprias casas diante da onda de criminalidade.
Estado ainda não se pronunciou
Até o momento, o Governo do Estado e a Secretaria de Segurança Pública ainda não emitiram nota oficial sobre o caso. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos na ação criminosa.



