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Pontes e Lacerda

Prefeito Jakson Bassi ataca vereador Clébio após impasse do RGA: “Que vergonha, vereador”

Enquanto Sindicato pede 6,79%, Prefeito defende proposta de 4,5% e acusa vice-presidente da Câmara de tentar impedir o reajuste ao solicitar documentos fiscais.

Reprodução

A discussão sobre o Reajuste Geral Anual (RGA) dos servidores de Pontes e Lacerda ultrapassou as barreiras do debate técnico e tornou-se um confronto pessoal. Após o cancelamento da primeira tentativa de votação, o Prefeito Jakson Bassi divulgou um vídeo em tom duro, direcionando ataques diretos ao vereador e servidor público Clébio Motorista (Oposição).

O impasse expõe duas visões antagônicas sobre o reajuste: o Executivo oferece 4,5% (inflação + ganho real de 0,6%), enquanto a oposição e o sindicato lutam por 6,79% (acompanhando o salário mínimo).

“Toma tento, Vereador”

No vídeo obtido pela reportagem, o Prefeito Jakson Bassi demonstra irritação com o Ofício nº 011/2026, no qual Clébio solicitou o impacto financeiro da lei. Para o gestor, o pedido burocrático é uma manobra para prejudicar a categoria.

“Que surpresa tivemos hoje. O vereador da oposição, Clébio Motorista, servidor municipal… questionando se a prefeitura tem condição de pagar. Ou seja, querendo dificultar, vereador? O senhor, logo o senhor?” — dispara Bassi na gravação.

O prefeito defende que a sua proposta de 4,5% já contempla um aumento real e classifica a postura de fiscalização do vereador como uma traição à classe:

“Nunca mais suba na tribuna dizendo que defende servidor público. Que vergonha, vereador. Toma tento, tá todo descomposto.”

O Outro Lado: Fiscalização ou Travamento?

A narrativa do prefeito de que o vereador quer “travar” o pagamento contrapõe-se aos documentos apresentados por Clébio Motorista.

Segundo a Emenda Modificativa proposta pelo parlamentar, o objetivo não é impedir o reajuste, mas sim aumentá-lo. O grupo de Clébio tenta aprovar um ganho real de 2,89% (somando aos 3,9% da inflação), superior aos 0,6% oferecidos pelo prefeito.

Sobre o pedido de impacto financeiro (Ofício 011/2026), Clébio sustenta que a medida é uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Sem esses dados, qualquer aumento maior aprovado pelos vereadores poderia ser considerado ilegal e anulado judicialmente depois.

A Guerra dos Números

O conflito deixa os servidores no meio de um fogo cruzado político:

  1. A Proposta do Prefeito: Garante 3,9% (inflação) + 0,6% de ganho real. Total: 4,5%.

    • Argumento: É o que a prefeitura pode pagar com segurança.

  2. A Proposta da Oposição/Sindicato: Quer 3,9% (inflação) + 2,89% de ganho real. Total: 6,79%.

    • Argumento: O ganho real do prefeito (0,6%) é irrisório (cerca de R$ 6,00 a cada mil reais) e não cobre o custo de vida.

Com a sessão cancelada e o clima político deteriorado, não há data definida para a votação final. Resta saber se a Câmara cederá à pressão do Executivo para aprovar os 4,5% ou se insistirá na emenda para um aumento maior.

Vídeo do Prefeito Jakson Bassi

Vídeo do Vereador Clébio Motorista

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