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Ex-comandante da PM de Pontes e Lacerda é preso em Cuiabá após condenação por corrupção

Coronel Ardonil Manoel Gonzalez Junior foi condenado a 8 anos, 1 mês e 6 dias por peculato e corrupção passiva; mandado estava em aberto desde março de 2025

Reprodução

O coronel Ardonil Manoel Gonzalez Junior, ex-comandante da estrutura regional da Polícia Militar sediada em Pontes e Lacerda, foi preso nesta terça-feira (22), em Cuiabá, após cerca de um ano e meio com mandado de prisão em aberto. Ele foi condenado pela Justiça Militar a 8 anos, 1 mês e 6 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de peculato e corrupção passiva.

O mandado havia sido expedido em março de 2025. Depois de ser localizado, Ardonil foi conduzido pela Polinter ao Fórum Criminal de Cuiabá para os procedimentos relacionados ao processo. A previsão divulgada é de que ele seja encaminhado posteriormente para uma unidade prisional em Chapada dos Guimarães.

A condenação está ligada a fatos investigados durante o período em que Ardonil exerceu comando regional da Polícia Militar no interior de Mato Grosso. Entre as irregularidades apontadas no processo estão desvio de combustível destinado a viaturas, adulteração de registros de hodômetros e uso de bens públicos em benefício particular.

Passagem por Pontes e Lacerda

Ardonil também esteve à frente da estrutura regional da Polícia Militar sediada em Pontes e Lacerda, que à época era identificada como Comando Regional VI. Atualmente, o município abriga o 12º Comando Regional da Polícia Militar, responsável pela estrutura regional da corporação.

O período de atuação do coronel na região ocorreu entre fevereiro de 2006 e janeiro de 2008, conforme os registros reunidos sobre sua trajetória funcional. Parte dos fatos posteriormente levados à Justiça Militar está relacionada ao período em que ele ocupou funções de comando.

As investigações também mencionaram irregularidades envolvendo recursos e patrimônio públicos, incluindo combustível de viaturas e utilização de veículos e armamentos. As acusações resultaram em condenação por peculato e corrupção passiva.

A ordem de prisão foi decretada pela Justiça Militar em março de 2025, mas o coronel não havia sido localizado para o início do cumprimento da pena. A prisão ocorreu nesta terça-feira, em Cuiabá, encerrando o período em que o mandado permaneceu pendente de cumprimento.

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