A Polícia Militar prendeu suspeitos e apreendeu adolescentes durante as diligências sobre a morte do sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, assassinado a tiros na madrugada desta quarta-feira (30), no bairro Jardim Universitário, em Cáceres.
Segundo a Polícia Militar, equipes do 6º Batalhão, Força Tática, Gefron e Polícia Rodoviária Federal passaram o dia realizando diligências para identificar e localizar os envolvidos. Durante a investigação, surgiram informações de que pessoas suspeitas de prestar apoio logístico ao crime estariam na região do Jardim das Oliveiras e teriam deixado a cidade em um veículo de transporte por aplicativo.
No decorrer das buscas, os policiais localizaram um revólver Taurus calibre .38, apontado preliminarmente como a arma utilizada no homicídio. O armamento estava em uma residência no bairro Residencial Valter Fidelis. Conforme a PM, uma adolescente foi apreendida no local e seria responsável por guardar e ocultar a arma.
As diligências também levaram à abordagem de um Volkswagen Polo branco. Dentro do veículo estavam dois dos investigados. Um deles foi apontado pela Polícia Militar como responsável pela condução do veículo utilizado na ação, enquanto o outro teria efetuado os disparos que mataram Anderson.
Segundo a versão apresentada à polícia pelo suspeito apontado como autor dos tiros, o homicídio teria sido coordenado por integrantes de uma organização criminosa. Ele afirmou que teria recebido a determinação para executar dois homens que estariam na residência da vítima.
Ainda conforme esse relato, o suspeito teria ido até as proximidades da casa, cortado a cerca elétrica do imóvel e provocado o acionamento do alarme. Em seguida, teria se escondido em uma área de mata próxima.
A Polícia Militar informou que, segundo a versão do investigado, ele permaneceu em uma chamada de vídeo com pessoas que teriam coordenado a ação. Durante a ligação, a vítima teria sido visualizada pela câmera do celular e, na sequência, teria sido dada a ordem para que os disparos fossem efetuados.
Quando Anderson saiu da residência para verificar o acionamento do alarme, o suspeito teria deixado a área de mata e efetuado os tiros. A versão ainda será apurada pela Polícia Civil e confrontada com os demais elementos da investigação.
A ocorrência também aponta a participação de adolescentes no apoio logístico. Segundo a PM, um deles teria levado a arma até a residência onde ela foi escondida, enquanto outras adolescentes teriam auxiliado na permanência e ocultação dos suspeitos, na fuga após o crime e na guarda do armamento.
Ao todo, foram encaminhados à delegacia suspeitos adultos e adolescentes citados na ocorrência. Os nomes dos adolescentes não são divulgados. A Polícia Civil ficará responsável pela continuidade das investigações e pela definição da participação individual de cada envolvido.
Além do revólver calibre .38, foram apreendidas nove munições, cinco aparelhos celulares, um capacete rosa, um short preto e R$ 37 em dinheiro.
Anderson de Alencar Batista foi morto por volta da meia-noite, depois que o alarme da residência indicou o rompimento da cerca elétrica. Segundo o relato feito à polícia, ele saiu para verificar o que havia ocorrido e acabou surpreendido pelos disparos. Mesmo ferido, tentou retornar para dentro da casa, mas caiu no quintal e morreu no local.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.