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Operação destrói 23 dragas no garimpo Sararé neste domingo

Houve troca de tiros durante ação policial

Terra Indígena (TI) Sararé — Foto: Fábio Bispo/Greenpeace

Uma operação realizada neste domingo (1º) na região noroeste da Terra Indígena Sararé, na área conhecida como Garimpo da Taca, resultou na destruição de 23 dragas, 12 balsas de mergulho e cinco escavadeiras utilizadas em atividades de garimpo ilegal.

De acordo com a Polícia Civil, durante a ação também foram neutralizados maquinários e insumos ligados à logística da atividade clandestina, além da apreensão de instrumentos e coleta de provas.

Ainda conforme a polícia, houve disparos de fuzil contra as equipes durante a operação. Os agentes revidaram e, após a troca de tiros, os suspeitos conseguiram fugir pela mata. Ninguém foi preso até o momento.

A Terra Indígena Sararé é tradicionalmente ocupada pelo povo Nambikwara e abrange áreas dos municípios de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. O território enfrenta uma grave crise ambiental provocada pelo avanço do garimpo ilegal.

Dados recentes apontam que a Sararé liderou, em 2024, o ranking das terras indígenas mais desmatadas da Amazônia Legal. Entre 2021 e 2024, o desmatamento associado à área cresceu 729%.

Dos 67 mil hectares do território, mais de três mil já foram devastados pela exploração ilegal de ouro. Desde 2023, mais de 460 escavadeiras foram neutralizadas em ações de fiscalização na região.

As forças de segurança estimam que cerca de dois mil garimpeiros e integrantes de organizações criminosas ainda atuem dentro da área indígena, o que tem provocado conflitos armados.

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