Um homem identificado como Danilo Júnior Aguilheira Mendes, conhecido pelo apelido de “Granada”, morreu na manhã deste domingo (15) após um confronto com policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), em Glória D’Oeste (MT).
A ocorrência foi registrada por volta das 11h20, na Rua João Carvalho, nas proximidades do estádio municipal, durante ações da 6ª edição da Operação Território Livre, que tem como objetivo combater facções criminosas na área do 6º Comando Regional da Polícia Militar.
Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, a equipe do BOPE recebeu uma denúncia anônima pelo Disque-Denúncia indicando que Danilo estaria escondido no município após fugir de Cáceres.
O suspeito era apontado como o principal responsável pelo assassinato de Elton Gomes de Pontes, conhecido como “Gugu”, de 41 anos, executado a tiros no último dia 8 de março, nas proximidades do Corpo de Bombeiros de Cáceres.
Durante diligências em Glória D’Oeste, os policiais localizaram um homem com as características informadas nas proximidades de um campo de futebol. Ao receber ordem de parada, o suspeito teria apontado uma arma de fogo em direção à equipe policial, momento em que houve o confronto.
De acordo com a polícia, foi necessário o uso da força para cessar a agressão.
Após ser baleado, o suspeito foi socorrido pelos próprios policiais e levado até a unidade de saúde de Porto Esperidião, município mais próximo que possui atendimento médico. No entanto, após avaliação, o médico plantonista constatou o óbito.
Durante a ocorrência, foi apreendido um revólver calibre .38 da marca Taurus, contendo cinco munições intactas, além de um relógio de cor dourada.
O local do confronto foi isolado para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
De acordo com levantamento preliminar das autoridades, Danilo possuía cerca de 15 passagens criminais, incluindo registros por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, roubo, receptação, lesão corporal e participação em organização criminosa.
O caso foi registrado como morte por intervenção de agente do Estado e porte ilegal de arma de fogo.