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Servidora com 18 anos de prefeitura é exonerada um dia após marido denunciar abandono de cemitério em Nova Lacerda

Profissional foi desligada do cargo nesta terça-feira (28); moradores prometem acionar o Ministério Público por suposta perseguição política.

Reprodução

Uma situação, no mínimo, curiosa tem gerado revolta e questionamentos na população de Nova Lacerda nesta terça-feira (28). Apenas um dia após a publicação de uma matéria que expôs o estado de abandono e o mato alto no cemitério municipal, a Prefeitura Municipal exonerou a esposa do morador responsável por gravar as imagens da denúncia.

A Exoneração

A servidora exonerada, Rosineia Deziderio Rocha, possuía 18 anos de dedicação à administração pública do município. Conhecida como uma excelente profissional e sem histórico de embates políticos, ela construiu sua trajetória passando por três prefeitos diferentes.

Apesar do currículo elogiado, a sua exoneração do cargo de Diretor do Departamento Eleitoral foi publicada no Diário Oficial através da Portaria Nº 187/2026, assinada pelo prefeito Airton Justino do Nascimento nesta terça-feira (28/04/2026). A medida ocorreu menos de 24 horas após os vídeos feitos por seu marido, no domingo (26), repercutirem na cidade, deixando no ar o questionamento sobre a real motivação do desligamento.

Cemitério segue sujo

A polêmica envolvendo o descaso público ganhou mais um desdobramento. Na noite de segunda-feira (27), um funcionário da Secretaria de Obras afirmou em um grupo de WhatsApp local que a prefeitura havia enviado uma equipe para realizar a limpeza do cemitério naquele mesmo dia.

A afirmação, no entanto, caiu por terra na manhã desta terça-feira (28). Um morador, identificado como Sr. Fábio, foi até o cemitério e gravou um novo vídeo mostrando a real situação do local. As imagens comprovaram para toda a população que o espaço segue tomado pelo mato, desmentindo a versão oficial de que o problema havia sido solucionado.

Mobilização Popular

Inconformados com a forma como a servidora foi tratada e com a falta de resolução para o problema do cemitério, moradores da cidade se articulam para levar o caso ao Ministério Público. A comunidade avalia que a demissão repentina de uma profissional com 18 anos de casa, logo após uma denúncia fundamentada feita por sua família, configura uma grave suspeita de retaliação e perseguição política.

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