A Justiça concedeu liberdade provisória a Marizangela Soares, de 28 anos, presa após matar o marido com uma facada no peito em Vila Bela da Santíssima Trindade.
O caso aconteceu na madrugada de sábado (17), por volta das 3h, em uma residência localizada na Rua Goiás, no bairro Aeroporto. A vítima foi identificada como Erick Renan Gomes de Moraes. A maioria das publicações consultadas informa que ele tinha 36 anos, embora haja divergência em uma das reportagens.
Segundo as informações policiais divulgadas inicialmente, o casal teria discutido dentro da residência. Durante o desentendimento, Marizangela teria atingido Erick com um golpe de faca na região do peito. Quando a Polícia Militar chegou ao local, encontrou o homem já sem vida dentro de um dos quartos.
Após o ocorrido, Marizangela deixou a residência e foi para a casa do irmão. Ela foi localizada posteriormente pelos policiais e, conforme o boletim reproduzido pela imprensa, admitiu ter desferido a facada. A mulher foi então conduzida à delegacia.
A faca utilizada não havia sido localizada até a divulgação das primeiras informações. Segundo a ocorrência, a mulher teria afirmado que não se lembrava onde havia deixado o objeto.
Justiça aponta indícios de legítima defesa
Neste domingo (18), durante audiência de custódia, o juiz substituto Magno Batista da Silva concedeu liberdade provisória à mulher.
Segundo a decisão divulgada nesta segunda-feira (19), há indícios preliminares de que Marizangela possa ter agido em legítima defesa durante a discussão. A análise, porém, ainda é inicial e não representa conclusão definitiva sobre o caso.
Conforme os elementos considerados na audiência, Marizangela estaria arrumando as malas para deixar a residência quando Erick chegou e os dois iniciaram uma discussão.
Ainda segundo a decisão, em tese, o homem teria avançado contra ela durante o desentendimento. O magistrado também considerou que a mulher teria utilizado um objeto que estava ao alcance, sem indícios, naquele momento, de preparação prévia para matar o companheiro.
Com isso, a Justiça entendeu que ela poderia responder às investigações em liberdade.
O caso continua sob investigação da Polícia Civil, que deverá esclarecer toda a dinâmica da discussão, os acontecimentos anteriores à facada e se houve efetivamente uma situação de legítima defesa.





