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Justiça mantém prisão preventiva de homem acusado de matar o próprio filho em Mirassol d’Oeste

Decisão aponta risco às testemunhas e destaca violência empregada durante o crime

A Justiça manteve a prisão de Atenogeles Motta de Aguiar, de 61 anos, acusado de matar o próprio filho, Alexandre de Oliveira de Aguiar, de 35 anos, durante uma briga familiar em Mirassol d’Oeste.

A decisão foi proferida na tarde deste domingo (16) pelo juiz de direito plantonista Elmo Lamoia de Moraes, da Comarca de Mirassol d’Oeste, que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

Justiça aponta risco às testemunhas

Na decisão, o magistrado considerou necessária a manutenção da prisão diante da gravidade do caso e do risco apontado às testemunhas, que seriam familiares do acusado e, até então, conviviam com ele.

Segundo o juiz, a violência empregada contra familiares indicaria, neste momento processual, um quadro de “periculosidade exacerbada e absoluto descontrole emocional”.

A decisão também destaca que a permanência do acusado em liberdade poderia representar risco à integridade física dos familiares sobreviventes e interferir na instrução do processo.

O magistrado ressaltou ainda que as testemunhas são parentes do acusado e conviviam com ele, podendo existir risco de influência sobre os depoimentos caso Atenogeles fosse colocado em liberdade.

Crime aconteceu dentro da residência

Segundo as informações do caso, Atenogeles teria matado o filho Alexandre de Oliveira de Aguiar com um golpe de faca no tórax durante uma discussão ocorrida na tarde de sábado (15), dentro da residência da família, em Mirassol d’Oeste.

Após o crime, a Polícia Militar iniciou diligências para localizar o suspeito.

Atenogeles foi encontrado posteriormente em uma região conhecida como “Pé da Serra”. Conforme o relato policial, ele apresentava manchas de sangue nas roupas e confessou o crime aos policiais.

Com a decisão judicial, o acusado permanece preso preventivamente enquanto o processo segue seus trâmites na Justiça.

Nota: A prisão preventiva não representa condenação. Atenogeles responderá ao processo e terá assegurados o contraditório e a ampla defesa, conforme determina a legislação brasileira.

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