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Pontes e Lacerda

Ponte de madeira em más condições impede alunos de irem à escola em Vila Bela

Estrutura conhecida como Ponte da Agrícola estaria cedendo; pais temem tragédia e cobram providências da prefeitura

Reprodução

Moradores da zona rural de Vila Bela da Santíssima Trindade vivem dias de apreensão por conta das condições precárias da chamada Ponte da Agrícola, estrutura essencial para o deslocamento de famílias que vivem em fazendas da região. Segundo relatos, a ponte de madeira apresenta sinais visíveis de deterioração, com madeiramento podre e risco iminente de ceder, o que já impacta diretamente a rotina da comunidade.

Desde o início do ano letivo, na segunda-feira (2), diversas crianças deixaram de frequentar a escola porque motoristas do transporte escolar se recusam a atravessar a ponte, temendo acidentes. Diante da situação, pais afirmam que não irão enviar os filhos para as aulas enquanto não houver uma solução definitiva.

“Não queremos que aconteça uma tragédia para depois alguém aparecer. Essa ponte é a única ligação que temos com a cidade. É uma necessidade básica”, relata uma moradora da região da Fazenda Santa Cruz, localizada nas proximidades da Agrícola, a cerca de 10 quilômetros de Vila Bela.

De acordo com os moradores, a ponte vem cedendo gradativamente e apresenta risco tanto para veículos quanto para pedestres. A estrutura é considerada estratégica para o acesso à cidade, ao transporte escolar, ao escoamento da produção rural e ao atendimento de emergências.

A comunidade afirma já ter feito diversas tentativas de contato com autoridades locais e veículos de comunicação da região, mas até o momento nenhuma providência efetiva teria sido tomada. O sentimento entre os moradores é de descaso.

“Já reclamamos, pedimos ajuda, avisamos do perigo, mas fingem que nada está acontecendo. Só queremos uma solução antes que algo grave aconteça”, desabafa outra moradora.

Pais de alunos e moradores pedem intervenção urgente do poder público, destacando que a recuperação ou substituição da ponte não pode mais ser adiada. Eles alertam que, se nada for feito, o risco de um acidente grave — ou até fatal — é real.

Até o momento, não houve manifestação oficial da prefeitura sobre prazos ou medidas para recuperação da ponte. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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