Mais de 230 casos de hanseníase foram registrados em Pontes e Lacerda (MT) apenas no ano de 2025, segundo dados das autoridades de saúde. O número preocupa e reforça a importância da prevenção, diagnóstico precoce e combate ao preconceito que ainda cerca a doença.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que atinge principalmente a pele, os nervos periféricos, mucosas e olhos. Embora seja curável, quando não tratada a tempo pode causar deformidades e incapacidades físicas permanentes.
Principais sintomas:
- Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas na pele, com perda de sensibilidade;
- Dormência ou formigamento em mãos, pés e outras regiões;
- Diminuição da força muscular;
- Caroços e inchaços no corpo;
- Sensação de “choques” nos nervos;
- Feridas que não cicatrizam.
A doença é transmitida pelas vias respiratórias, por meio de tosse ou espirro de pessoas doentes que ainda não estão em tratamento. Porém, após o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da hanseníase é clínico, feito por profissionais de saúde por meio de avaliação das manchas e testes de sensibilidade. O tratamento é gratuito pelo SUS e consiste em um esquema de antibióticos chamado poliquimioterapia, que dura de 6 a 12 meses, dependendo da forma clínica da doença.
É essencial que o paciente não abandone o tratamento, pois é ele que interrompe a cadeia de transmissão e previne complicações mais graves. Todos os contatos próximos da pessoa com hanseníase também devem ser avaliados.
O que dizem os especialistas
Profissionais da saúde alertam que o alto número de casos indica a continuidade da transmissão ativa da doença na cidade. Muitas vezes, o preconceito impede que as pessoas procurem atendimento médico logo nos primeiros sintomas.
“A hanseníase tem cura. Quanto mais cedo for diagnosticada, menores as chances de sequelas. O preconceito só atrasa o tratamento e pode causar sofrimento desnecessário”, destacou uma enfermeira da rede pública.
Janeiro Roxo
Janeiro é o mês dedicado à conscientização sobre a hanseníase. Durante este período, unidades de saúde intensificam campanhas de informação, exames e atendimentos voltados à detecção da doença.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que toda mancha com perda de sensibilidade deve ser investigada. Em caso de dúvida, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima.



