Cidades menores da região oeste de Mato Grosso — como Nova Lacerda, Conquista D´Oeste, Vale de São Domingos, Porto Esperidião entre outras — vêm investindo fortemente em eventos de lazer, shows gratuitos, festas de final de ano e atividades culturais abertas ao público.
Enquanto isso, Pontes e Lacerda, que se apresenta como “Capital do Vale”, segue sem ações contínuas de cultura e lazer, frustrando a população que há anos cobra entretenimento, valorização cultural e incentivo às manifestações artísticas locais.
A única ação realizada anualmente é a festa de aniversário da cidade, no mês de agosto, em parceria com o Sindicato Rural, no Parque de Exposições durante a Expoeste. Fora isso, não há programação de lazer organizada pela gestão municipal que contemple outras datas festivas ou momentos de convívio comunitário.
Cultura e lazer geram desenvolvimento
Eventos culturais não são apenas lazer — eles movimentam a economia e geram renda. Shows e festas atraem visitantes, aquecem o comércio local, aumentam as vendas em lojas de roupas, lotam hotéis e pousadas, fortalecem restaurantes e lanchonetes, além de oferecer oportunidades para microempreendedores.
Cidades menores já entenderam isso. Pontes e Lacerda ainda não.
O que está acontecendo?
Mesmo com verbas públicas destinadas à Cultura, Esporte e Lazer, a população não vê o retorno desse investimento. O setor cultural está esquecido, com artistas locais sem espaço, projetos parados e falta total de incentivo.
Para onde vai o recurso?
A pergunta que ecoa entre os moradores é direta:
Para onde está indo a verba da cultura, do esporte e do lazer?
A população merece saber. E mais do que isso: merece acesso à cultura, ao entretenimento e à convivência social. Pontes e Lacerda tem tamanho, estrutura e importância para ser exemplo — mas está muito atrás de cidades com orçamento menor.
A cultura transforma
Lazer e cultura não são luxo. São direitos. São ferramentas que integram, educam, geram renda e elevam a autoestima da população. A cidade precisa sair do marasmo e voltar a pulsar, com arte, música, alegria e respeito à sua identidade regional.
Pontes de Lacerda pede cultura. E já passou da hora de ser ouvida.



