Cáceres aparece na liderança entre os municípios de Mato Grosso com maior número de vítimas de homicídio doloso entre janeiro e setembro de 2026. Ao todo, foram registrados 36 casos no período, segundo levantamento divulgado pelo Só Notícias com base em dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O município ficou à frente de Cuiabá, que contabilizou 33 vítimas, Rondonópolis, com 26, Sorriso, com 24, e Várzea Grande, com 21. Na sequência aparecem Sinop e Pontes e Lacerda, com 17 vítimas cada, além de Colniza, com 15, Peixoto de Azevedo, com 14, e Comodoro e Nova Mutum, com 13 casos cada.

Apesar de Cáceres aparecer na primeira posição entre os municípios citados, Mato Grosso registrou queda no número total de homicídios dolosos. Entre janeiro e setembro deste ano foram contabilizadas 434 vítimas em todo o Estado, contra 505 no mesmo período de 2025, redução de aproximadamente 14%.

Do total registrado neste ano, 401 vítimas eram homens, 32 mulheres e uma pessoa teve o sexo não informado.

Cáceres já havia registrado números elevados em 2025

Os dados do ano anterior também mostram um cenário de atenção em Cáceres. Durante todo o ano de 2025, o município contabilizou 50 vítimas de homicídio doloso.

Naquele período, Cuiabá liderou com 77 casos, seguida por Cáceres, com 50, e Várzea Grande, com 41.

Já nos primeiros nove meses de 2026, Cáceres passou a ocupar a primeira colocação entre os municípios citados no levantamento, com 36 vítimas.

O dado representa o número absoluto de homicídios dolosos registrados no município e não leva em consideração o tamanho da população de cada cidade. Por isso, o levantamento não deve ser confundido com uma comparação de taxas de homicídios por 100 mil habitantes.

Cenário chama atenção na região Oeste

O número registrado em Cáceres chama atenção especialmente por se tratar de um dos principais municípios da região Oeste de Mato Grosso.

A cidade está inserida em uma área de fronteira com a Bolívia e integra uma região que concentra operações frequentes das forças de segurança relacionadas ao tráfico de drogas, armas e atuação do crime organizado.

No entanto, o levantamento do Ministério da Justiça contabiliza todos os homicídios dolosos registrados no município e não significa que os 36 casos tenham relação direta com facções criminosas ou tráfico de drogas. Cada ocorrência possui circunstâncias e investigações próprias.

As forças de segurança seguem atuando na região por meio da Polícia Militar, Polícia Civil, Gefron e demais instituições, tanto na investigação de crimes contra a vida quanto no enfrentamento às organizações criminosas.