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Força Nacional barra garimpeiros que tentavam ajudar nas buscas por mulher desaparecida no Sararé

Mislene de Souza (37) sumiu no sábado; amigos reclamam de proibição e cobram apoio policial com drones para localizar a vítima.

Reprodução

As buscas por Mislene de Souza, de 37 anos, desaparecida na região da Terra Indígena Sararé, foram iniciadas pelo Corpo de Bombeiros na manha desta terça-feira (28). No entanto, os trabalhos de resgate começaram em meio a um clima de tensão. Garimpeiros e amigos da vítima que se mobilizaram para entrar na mata e auxiliar na procura foram impedidos pela Força Nacional.

Revolta e Barrados na Entrada

Em um áudio enviado à redação do Canal Diário, uma garimpeira expressou a revolta do grupo com a postura das autoridades de segurança. Segundo o relato, a Força Nacional liberou apenas a passagem das equipes do Corpo de Bombeiros, bloqueando os voluntários sob a justificativa de que eles usariam as buscas como pretexto para explorar o garimpo ilegal.

“Os policiais, não liberou porque falou que é garimpeiro e quer ir pra área explorar. É uma sacanagem muito grande. Ela tá passando fome, sede, doente na mata”, desabafou a amiga de Mislene. A mulher destacou ainda que, embora reconheça o treinamento dos bombeiros, os trabalhadores locais conhecem aquela região de mata “melhor que ninguém” e seriam um apoio crucial no resgate.

Ainda no áudio, a denunciante afirma que as autoridades foram ignorantes com equipes de TV que tentavam cobrir o caso, afastando a imprensa do local. O grupo cobra que, se a polícia não permite o acesso dos voluntários, deveria então utilizar seus próprios recursos, como drones de monitoramento, para ajudar os bombeiros na varredura. “A gente não é bandido não, a gente é pai de família, trabalhador. A gente tá vindo socorrer uma pessoa que tá em situação de risco”, protestou.

O Desaparecimento

Mislene está desaparecida desde a tarde do último sábado (25). De acordo com o Boletim de Ocorrência, registrado pelo seu sobrinho na segunda-feira (27), a mulher trabalhava no garimpo e havia fugido às pressas para a cidade após uma operação recente das forças de segurança, deixando todos os seus pertences para trás.

No sábado, ela retornou ao local acompanhada da irmã para recuperar os objetos. Durante o tempo em que permaneceram na área de extração, as duas acabaram se desencontrando. A irmã voltou sozinha para a cidade sem saber informar o paradeiro de Mislene. Diante da falta de contato e das dificuldades de acesso à região, o Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar as buscas intensivas na mata.

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