A poucos meses das eleições de 2026, a movimentação política em Mato Grosso entrou em ritmo acelerado. As articulações partidárias se intensificam com a aproximação das convenções, que serão realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto, quando partidos e federações definirão coligações e oficializarão os candidatos ao governo, ao Senado e às vagas de deputado federal e estadual. Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
A disputa pelo Palácio Paiaguás está entre as mais concorridas dos últimos anos. A sucessão do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado, reúne ao menos oito pré-candidatos declarados, de diferentes correntes políticas.
Quem está na disputa
O atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que assumiu o comando do estado em abril após a saída de Mendes, é apontado como o principal representante da continuidade do modelo de gestão implantado desde 2019. Ex-prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos, ele busca reunir o apoio de setores do agronegócio e conta com o apoio declarado do ex-governador, fruto de acordo firmado entre ambos nas eleições passadas.
O senador Wellington Fagundes aparece como o principal nome do PL para a disputa. Com mais de três décadas de atuação política, ele já disputou o governo em 2018 e agora retorna respaldado pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e por parcela do eleitorado alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro — embora ainda enfrente resistências internas no partido.
Outro nome de peso é o senador Jayme Campos (União Brasil), ex-prefeito de Várzea Grande e ex-governador. Ele mantém a pré-candidatura ao governo mesmo com o presidente do diretório estadual do partido, Mauro Mendes, já tendo declarado apoio a Pivetta. Em entrevistas, Jayme tem reforçado publicamente que não pretende abrir mão da disputa pelo Executivo estadual.
Novos nomes buscam espaço
Fora do grupo das lideranças tradicionais, outros nomes tentam se viabilizar. A médica Natasha Slhessarenko (PSD) é a única mulher entre os pré-candidatos e se coloca como alternativa de centro. Também aparecem o empresário Marcelo Maluf (Novo), o produtor rural e leiloeiro Maurício Tonhá (Democracia Cristã), o produtor de conteúdo Rafael Milas (Missão) e o professor universitário Caiubi Kuhn (PDT).
Nos bastidores, ainda é ventilada a possibilidade de o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), entrar na disputa pelo governo, hipótese que ele não confirmou publicamente.
Senado com duas vagas em jogo
Além da corrida pelo governo, a eleição para o Senado deve concentrar grande parte das atenções. Diferentemente de 2022, em 2026 duas cadeiras estarão em disputa simultaneamente.
Pesquisa da Real Time Big Data divulgada no início de junho aponta o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) na liderança das intenções de voto, com 29%, seguido pela deputada estadual Janaína Riva (MDB), com 24%. O senador Carlos Fávaro (PSD), ex-ministro do governo Lula, e o ex-governador Pedro Taques (PSB) também aparecem no cenário.
Mais força em Brasília
Outro fator que aumenta a importância do pleito é a ampliação da representação de Mato Grosso na Câmara dos Deputados: a partir da próxima legislatura, o estado passará a contar com dez deputados federais.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Os eleitores mato-grossenses escolherão presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e estaduais.
Nota: As informações refletem o cenário de pré-candidaturas até o fechamento desta matéria, sujeito a alterações até as convenções partidárias. O Canal Diário não declara apoio a nenhum pré-candidato e manterá cobertura equilibrada de todas as candidaturas.



