A Polícia Civil de Mato Grosso está investigando um possível ataque hacker às contas da Prefeitura de Mirassol D’Oeste, localizada a 290 km de Cuiabá. A ação criminosa teria resultado na transferência indevida de mais de R$ 1,3 milhão para quatro empresas e uma pessoa física. O caso veio à tona após a denúncia de um servidor municipal, que percebeu as movimentações suspeitas ao tentar realizar um pagamento.
Fraude descoberta por tesoureiro da prefeitura
O esquema fraudulento foi identificado pelo tesoureiro do município, que tentou efetuar um pagamento de rotina, mas não conseguiu devido à indisponibilidade de saldo. Diante da situação, ele procurou uma agência do Banco do Brasil, onde constatou que a conta da prefeitura havia sido alvo de transferências não autorizadas.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelo próprio tesoureiro, três pagamentos fraudulentos foram feitos a partir das contas municipais, totalizando mais de R$ 577 mil:
-
R$ 192.456,89 para um homem identificado como D.G.M.
-
R$ 193.789,98 para uma empresa (nome não divulgado)
-
R$ 191.200,17 para uma empresa do ramo farmacêutico
Após essa descoberta, o servidor se dirigiu a uma agência da Caixa Econômica Federal, onde encontrou mais movimentações suspeitas. Segundo ele, duas transferências foram feitas a partir das contas da prefeitura para bancos privados e empresas de diferentes segmentos.
Detalhamento das transferências suspeitas
A fraude envolveu dois grandes saques das contas da prefeitura, cada um no valor de R$ 650 mil, destinados a diferentes destinatários:
-
Primeira movimentação de R$ 650 mil:
-
Transferência para um banco privado
-
Pagamento para uma empresa do setor de higiene pessoal
-
-
Segunda movimentação de R$ 650 mil:
-
Transferência para outro banco particular
-
Pagamento para uma empresa de biotecnologia
-
Prefeito se pronuncia, mas evita detalhes
A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar os responsáveis pelo ataque, apurar como os criminosos conseguiram acesso às contas da prefeitura e verificar se há envolvimento de pessoas internas no esquema.
Banco e autoridades monitoram o caso
Até o momento, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal estão analisando as transações para tentar reverter os pagamentos fraudulentos e minimizar os danos financeiros ao município. A Polícia Civil também deve solicitar o rastreamento dos valores para tentar identificar possíveis cúmplices e recuperar parte dos recursos desviados.
A investigação segue em andamento, e novas informações devem ser divulgadas nos próximos dias.
✅ Clique aqui para participar do nosso Canal no WhatsApp, e receba as notícias na palma da sua mão.