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Jovem é encontrado morto com mãos e pés amarrados às margens do Rio Paraguai, em Cáceres

Corpo estava próximo a uma trilha na região do EMPA; um Fiat Uno incendiado também foi localizado nas proximidades

Foto: Deivid Bento/Canal Diário Cáceres

Um jovem de 23 anos foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (28), em uma área próxima às margens do Rio Paraguai, na região do EMPA, em Cáceres. A vítima foi identificada como Adryan Poquiviqui Rodrigues.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 5h23 após receber informação sobre um Fiat Uno incendiado próximo à entrada de uma trilha que dá acesso ao rio, em um ponto conhecido como “Aluguel de Barcos Canoas”.

Durante a verificação nas proximidades, os policiais seguiram pela trilha e localizaram o corpo do jovem já sem sinais vitais, caído próximo às margens do rio.

Segundo o registro policial, Adryan estava com as mãos amarradas para trás e os pés também amarrados. Ele apresentava um ferimento na região da cabeça, com intenso sangramento e grande quantidade de sangue no corpo e no local.

Inicialmente, não foi possível determinar se o ferimento havia sido provocado por disparo de arma de fogo ou por outro objeto. A definição sobre a causa da morte dependerá dos exames periciais.

Pelas condições em que o corpo foi localizado, a Polícia Militar registrou a ocorrência como homicídio doloso e apontou, de forma preliminar, indícios de uma possível execução. A dinâmica, a motivação e a autoria do crime ainda serão investigadas.

A Polícia Civil e a Politec foram acionadas e compareceram ao local. Duas áreas foram preservadas pelas equipes: o ponto onde estava o veículo incendiado e o trecho da trilha onde o corpo foi encontrado.

A vítima foi identificada posteriormente pela Polícia Civil. No boletim da ocorrência, a PM informou que uma checagem realizada naquele momento não apontou passagens criminais. Entretanto, registros separados apresentados posteriormente indicam ocorrências anteriores em que Adryan apareceu como suposto autor/infrator por desobediência, perturbação do trabalho ou do sossego alheio e desacato. Esses registros, por si só, não significam condenação e não há informação de que tenham relação com o homicídio.

Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso. A Polícia Civil ficará responsável por esclarecer a autoria, a motivação e se existe alguma relação entre o Fiat Uno incendiado e a morte do jovem.

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