A empresária Noeli Simsen, de 50 anos, foi morta a tiros na tarde desta segunda-feira (28), dentro de um dos quartos do Hotel Real de sua propriedade, no bairro Jardim Cidade Nova, em Cáceres. O principal suspeito é o ex-marido da vítima, um policial civil aposentado de 62 anos, que se apresentou posteriormente em uma delegacia do município.
Segundo a Polícia Militar, as equipes foram acionadas por volta das 13h35 após a informação de que uma mulher havia sido atingida por disparos de arma de fogo dentro do hotel, localizado na Rua José Linhares, esquina com a Rua Floriano Peixoto.
As guarnições iniciaram diligências para localizar o suspeito e também permaneceram no local para preservar a área. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas, quando chegou, constatou que Noeli já estava sem vida.
Funcionários e testemunhas relataram à PM que viram o suspeito chegar ao hotel. Conforme os depoimentos registrados na ocorrência, ele teria conseguido acessar a janela do quarto onde a vítima estava. Em seguida, foram ouvidos aproximadamente quatro disparos de arma de fogo.
Após os tiros, o homem teria deixado o local. Durante as buscas, a polícia montou um cerco na região do EMPA. Pouco depois, as equipes receberam a informação de que o suspeito havia se apresentado em uma delegacia de Cáceres.
A Polícia Civil e a Politec foram acionadas para os procedimentos investigativos e periciais.
Mensagem levantou suspeita de bomba em veículo
Durante o atendimento da ocorrência, uma funcionária apresentou aos policiais uma mensagem que estava no celular de Noeli. Segundo o boletim, entre as últimas comunicações recebidas havia uma mensagem atribuída ao suspeito alertando para que ela tivesse cuidado ao ligar o veículo, pois “poderia ter uma bomba no veículo”.
Diante da mensagem, a Polícia Militar isolou também a área onde estava o automóvel e acionou o Esquadrão Antibombas do Bope para realizar uma avaliação técnica e uma varredura.
Até o momento, não há confirmação de que algum artefato explosivo tenha sido encontrado. A área permaneceu isolada enquanto as equipes especializadas realizavam os procedimentos de segurança.
A Polícia Civil ficará responsável por esclarecer a dinâmica, a motivação e todos os demais detalhes do crime. O caso é tratado como feminicídio.



